sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Eu deveria ser uma pessoa melhor hoje.

Ontem, depois de uma tarde cultural nos museus e livrarias do centro do Rio de Janeiro, sento-me com minha amiga num bar na rua do Ouvidor. Depois disso, o que ocorreu foi um quase estudo antropológico que era o que faltava para completar o meu dia. Eu não sabia, mas era exatamente o que faltava.
Antes de mais nada, ouvi a seguinte cantada: "Não sou Ana Maria Braga, mas sou mais você". Ótimo começo. (Nota mental: adotar isso para a vida)
Depois um hippie/artesão/filósofo chamado Calvin Felipe parou para conversar/fazer artesanato/esmolar. Essa foi, definitivamente, a melhor parte. "Ganhei" um anel (dei dois reais, não conta como comprar) com uma estrela/rosa que tem cinco pontas. Sabe porque tem cinco pontas? Porque uma equivale à paz, outra à união, a terceira significa liberdade, a quarta é a justiça e a última é a mais importante, o amor. Mais importante porque sem o amor não se consegue paz, união, liberdade e nem justiça. Lindo, não? Além disso, ainda tem o símbolo do infinito em cada ponta (não é o símbolo do infinito, mas a gente finge que é e segue com as nossas vidas), para que seja um ciclo, e eu sempre dê e receba paz, união, liberdade, justiça e, principalmente, amor.
Sabe porque ele me explicou tudo isso? Porque ele queria me passar os ensinamentos e as características da flexibilidade do rabo da lagartixa, a dureza do casco da tartaruga e da luminosidade do rabo do vaga-lume.
Então vamos lá: a flexibilidade do rabo da lagartixa - é para que eu possa chicotear (insira onomatopeia de chicote aqui) aqueles que querem me fazer mal; a dureza do casco da tartaruga - é para que, quando alguém tentar pisar em mim, não conseguir; e a luminosidade do rabo do vaga-lume - é para que eu ilumine sempre o caminho, tanto o meu quanto o dos que me cercam.
Achei tudo isso muito bonito. Eu com certeza teria passado o trajeto de volta para casa pensando sobre isso, assimilando isso, tentando, quem sabe, ampliar meu espectro de conhecimento com a filosofia que me foi passada de forma tão inesperada.
Teria, não fosse a absurda vontada de fazer xixi que me dominou. Aí não conegui pensar em mais nada.
É... infelizmente não foi dessa vez que eu virei um ser humano melhor.

2 comentários:

Claudia disse...

Hahahahahahahaha...
Sensacional os ensinamentos de Calvin Felipe!
Hippies que passam ensinamentos usando referências rabos de animais deviam escrever livros!
Agora quero ver você usar esse anel pra sempre! rs

llq disse...

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