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terça-feira, 16 de março de 2010

Para a amiga que foi para longe

a.mi.za.de sf. Sentimento fiel de afeição, apreço, estima ou ternura entre pessoas
fra.ter.ni.da.de sf. 1. Parentesco de irmãos. 2. Amor ao próximo. 3. Harmonia, concórdia.
sa:u.da.de sf.Lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s).
Definir uma palavra com a ajuda de um dicionário é muito simples. Difícil é explicar a intensidade dela na nossa vida.
Sentimentos de amizade e fraternidade são muito mais do que simples verbetes. São pessoas, lugares, memórias, cheiros, risadas e sensações acumuladas e misturadas através dos anos de tal forma que a gente nunca vai conseguir descrever. São significados, tentativas de explicar o que sentimos por pessoas que são a parte mais importante de nós. As pessoas que cresceram com a gente, que estão do nosso lado quando a gente ri, quando a gente chora, quando a gente não sabe como voltar para casa, quando a gente vê a morte de perto, quando a gente precisa de um esporro ou quando a gente só quer jogar conversa fora. A palavra é simples, o sentimento é muito complexo.
Mas ainda mais complexa é a saudade. Aquela que a gente sente quando uma dessas pessoas está longe. Ter que se contentar com a lembrança nunca é o suficiente quando os sentimentos de fraternidade e amizade são tão fortes dentro da gente que são parte da nossa identidade. Mas quando a presença finalmente substitui a lembrança, a saudade vai embora. A amizade e a fraternidade fazem com que ela seja só uma lembrança.
Enquanto isso não acontece, a amizade e a fraternidade ficam fazendo companhia. Consolam, lembrando a gente de que o alvo dessas emoções está sentindo a mesma coisa. E torcendo, junto com o resto da gente, pra saudade virar logo lembrança.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Brazil, IN

Então eu descobri uma cidade que se chama Brazil, no estado de Indiana, EUA.
O Censo de 2000 disse que a população é de 8.188 habitantes. Nossa. Quanta emoção.


A única coisa interessante sobre esse lugar parece ser que Jimmy Hoffa nasceu lá.
E eu achando que esse povoado ia ter alguma coisa a ver com o nome né? Tipo, sei lá, ser na Flórida, com muitas praias, palmeiras, caipirinhas, aqueles biquínis enormes que as americanas insistem em usar, mas não. É praticamente uma vila. Deve ter essa placa, um poste com um telefone (provavelmente aquele ali no fundo da foto) e uma vaca.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Anão viajante

Então... Um anão de jardim inglês viajou o mundo. É... Isso aí.
Murphy, o anão, sumiu do jardim onde vivia e, meses depois, apareceu novamente. Do lado dele tinha uma carta e um álbum de fotos da viagem. As fotos estão aqui e aqui.
Será que ele tem MSN? Vou pedir uma dicas de viagem para ele, tem vários lugares que eu quero ir nessas fotos...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Voltei

Estive ausente, estive viajando, estive fora da área de cobertura mas já estou de volta.
Ou seja, vocês vão ter que me engolir.
Há.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Olha essa inflação

Será a queda do dólar? A alta no preço dos barris de petróleo? O aumento no preço das balas Juquinha? Não sei, só sei que nos primeiros dias de Roland Garros a chuva castigou o torneio e, conseqüentemente, muitos jogos foram adiados. Mas como a galera já tinha desembolsado muitos dinheiros para estar lá, ninguém arredava pé, e ficava todo mundo debaixo de chuva mesmo, fazendo chongas. Foi então que eu descobri que rolou uma alta estratosférica no preço dos guarda-chuvas por lá. Mas estratosférica sério, do tipo 60 euros por um guarda-chuva. Agora, raciocinem comigo: 60 euros dá 93 doletas. 93 doletas dá 154 roiais, aproximadamente.
154 dinheiros por um guarda-chuva? Dinheiros tupiniquins, ainda por cima? Nem morta, benhê. Ri da cara dos otários. Eu pago 5 reais no camelô e ainda sobra muito dinheiro para eu comprar balas Juquinha, com ou sem aumento no preço!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Estaremos fora da área de cobertura

Aviso importante:
As donas do nosso santíssimo blog "Jesus de Suspensórios" não terão como postar durante este feriado, pois estarão distantes deste advento extremamente inovador conhecido como internet.
Sim, Aninha, esta que vos fala, e Luana viajarão. Logo, não teremos como alegrar os dias de nossos amados leitores. Perdão.
Jesus de Suspensórios é bom e nos absolvirá.
Bom, galera, a questão é: Vai cada uma prum lado do estado do Rio de Janeiro, e aí já viu...
Pelo menos a gente foi legal e avisou, né?
Mas não se entristeçam! Quando menos vocês perceberem a gente tá de volta, enchendo o saco de vocês!
Grata,
A Presidência.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Acho que minha criatividade saiu de férias.

Acho que minha criatividade saiu de férias. Deve ter ido para algum lugar bem distante, a maldita não manda notícia. Nem por tambor, nem por pombo-correio, nem por código morse, nem por sinal de fumaça. Neca.
Acho que ela não gosta muito de mim. Não parece sentir muito a minha falta... Ingrata.
Será que ela traz pelo menos um cartão-postal? Uma camiseta que versa "Alguém esteve na Puta que o pariu e lembrou de mim"? Acho que não. Ela deve saber que ninguém usa essas coisas. Será que ela vai tirar fotos para me mostrar? Sempre quis saber como era a Puta que o pariu. Deve parecer com o Rio. Pelo menos é a impressão que eu tenho.
Se bem que ela pode ter ido para o Quinto dos infernos. Que, na minha concepção, deve parecer com São Paulo. Não sei porquê.
Ah! Pode ter ido também para a Casa do caralho! Mas aí eu já não sei com que cidade deve parecer.
Bom, enfim. Só espero que ela volte logo.
Tá começando a fazer falta.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ao meu alter ego

Sei que você está aí embaixo, do outro lado. Sei disso. Tentei te deixar aí por completo, escondida debaixo da cama, dentro de uma caixa ou atrás do armário, para quem sabe, ser esquecida de vez. Mas um pouco de você insiste em estar comigo, em não me abandonar. Sei que você provavelmente provém um pouco da minha sanidade, mantendo (em parte) meus pés no chão, mas na maioria das vezes você só atrapalha. É o lado ruim de mim. Meu Mr. Hyde quando estão sempre tentando ser Dr. Jekyll. E às vezes, quando se faz (e é!) necessário, vice versa. Provavelmente eu seria uma anarquia, uma terra de marlboro, um território de ninguém sem você, mas talvez, pelo menos às vezes sinto, fosse melhor assim.
A trilha sonora está ótima, adequada ao momento e ao lugar, não só físico, mas também mental. Sinto uma coisa meio de mim para mim. Me sinto bem dentro de mim. E isso é bem raro.
Só me recorde por favor, senhorita (sabe como é, por sua causa minha memória não é mais a mesma) qual, onde e como foi o momento em que eu deixei você tomar conta de mim?
Desculpe minha ignorância e falta de tato, mas estou convidando-a a se retirar definitivamente. A se retirar de mim. Me sinto muito melhor aqui, agora, com essa vista e esse vento no rosto, sabendo que você está distante aí embaixo, do outro lado. Sei que em pouco nos encontraremos novamente (provavelmente já teremos nos encontrado quando estiver lendo isso) e você, com esse seu jeito dominador, vai se apoderar novamente de mim. Mas enquanto isso não acontece eu lhe escrevo e te descrevo o que sinto. Minha vontade de permanecer aqui, assim, com essa trilha sonora, bem longe de você. Te vendo sem te ver, só de longe. Enquanto puder te evitar. Rindo de você, tirando sarro de você. E, como não poderia deixar de ser, de mim.
Um respeitoso abraço,
Paz de espírito